O Secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, visitou este domingo a exposição "A Love Story", que se encontra actualmente patente ao público no Palácio D. Manuel, mostrando-se surpreendido com a qualidade das peças expostas.
Acompanhado pelo Presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto D'Oliveira, pela Governadora Civil, Fernanda Ramos, pela vereadora da cultura da CME, Cláudia Sousa Pereira e por outros representantes de entidades regionais, este membro do Governo conheceu pormenores da exposição hiperrealista apresentada por Eva Hernandez Calderón, uma das proprietárias.
Segundo informa a Câmara Municipal, a exposição, que estará patente ao público até ao dia 31 de Agosto, é parte da colecção do Museu de Escultura Figurativa e Realista Internacional Contemporânea (MEFIC), que iniciou na década dos anos 80 do século XX aquela que é hoje considerada a mais importante colecção de obras de escultura figurativa e realista da actualidade, na Europa e nos Estados Unidos, da qual em Évora se apresenta agora uma pequena parte.
A colecção MEFIC é propriedade dos empresários e coleccionistas espanhóis Antonio Lopez e Eva Hernandez Calderón, e é composta por mais de quinhentas esculturas, realizadas por mais de um cento dos artistas mais destacados nas diferentes tendências da figuração escultórica internacional, procedentes de todo o mundo, mas contando, evidentemente, com uma importante representação de Espanha e Portugal.
Nesta colecção estão representados artistas contemporâneos consagrados, que já fazem parte da história da arte, como é o caso de John de Andrea, o pai do hiperrealismo norte-americano, que tem no MEFIC a maior presença mundial num museu; John Davies, que segundo a crítica especializada mudou o rumo da escultura britânica; Lorenzo Mena, com as esculturas que fizeram com que Fidel Castro o expulsasse de Cuba; os irmãos Jake & Dinos Chapman e as demenciais anatomias trágicas dos "enfants terribles" da neofiguração inglesa; os italianos Maurício Cattelan, Carlo Di Meo e Simone Racheli e as selvagens ironias da última vanguarda figurativa italiana; Werner Reiterer, através d' "o homem com a língua cravada na parede"; e o mítico escultor hiperrealista norte-americano Marc Sijan.
Depois de visitar a exposição "A love Story", Elísio Summavielle permaneceu em Évora visitando o recinto da Feira de S. João.