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GCDE na Comunicação Social
Mais de 5 milhões de euros para apoio a deficientes

Mais de 5 milhões de euros para apoio a deficientes

05/07/2010- Diário do Sul- Bruno Calado Silva

O secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, esteve na última quinta-feira, dia 1, no Governo Civil de Évora, para presidir à sessão pública de assinatura dos contratos distritais de Apoio ao Investimento a Respostas Integradas de Apoio Social, do Programa Humano (POPH), no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

Ao abrigo deste programa de apoio foram aprovados 4 projectos no distrito de Évora, distribuídos pelos concelhos de Borba, Estremoz e Évora. O financiamento através dos fundos comunitários ascende a 5,5 milhões de euros e, quando concluídos, os novos equipamentos sociais vão permitir a criação de 208 novos lugares para pessoas portadoras de deficiência, sendo 113 em residências e 45 em centros de actividades ocupacionais.

A construção destes novos equipamentos pode vir a criar 117 novos postos de trabalho no distrito. Para Pedro Marques, que falou aos jornalistas no final da sessão, a construção de equipamentos sociais é um instrumento fundamental de "combate à crise que provoca coesão, com uma aposta fortíssima na criação de emprego, e que, ao mesmo tempo, dá resposta às famílias".

Dos quatro projectos agora aprovados para o distrito, a maior fatia de financiamento comunitário, de cerca de 3,5 milhões de um lar residencial e de um centro de actividades ocupacionais no concelho de Borba, promovido pela União das Misericórdias Portuguesas.

A ampliação do Centro Social Paroquial de Santo António dos Arcos é o projecto de Estremoz, sendo Évora beneficiada com um lar residencial da Associação de Surdos e uma residência autónoma e centro de actividades ocupacionais da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental.

De acordo com o secretário de Estado, o POPH e o Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais (PARES) já apoiaram, no seu conjunto, cerca de 50 mil pessoas, criando 15 mil postos de trabalho, num investimento de 700 milhões de euros.

Realçando várias vezes que a construção de equipamentos é um instrumento fundamental no combate à actual crise financeira, Pedro Marques, aproveitou para lançar um desafio. "Alguém que me encontre um investimento que, com 700 milhões de euros, possa criar 15 mil postos de trabalho", afirmou o membro do governo.

Instado sobre se as medidas de austeridade implementadas pelo Governo no âmbito do Plano de Estabilidade Financeira (PEC) podem significar cortes nos programas PARES ou POPH, Pedro Marques garantiu que " o investimento em equipamentos sociais não é para parar" e que o Governo vai "continuar com o reforço dos equipamentos sociais e também com uma fortíssima criação de emprego".