Várias entidades estiveram presentes nas operações que decorreram na passada sexta-feira, em Évora e Vendas Novas. Fernanda Ramos, Governadora Civil para o Distrito de Évora, alertou para uma maior tolerância na condução e, em entrevista, explicou a importância do aparato policial.
“A sinistralidade rodoviária é um drama que todos temos obrigação de travar.”
As operações decorreram em Évora e Vendas Novas, tendo sido nesta última cidade onde se registaram os números mais alarmantes. A entrevista a Fernanda Ramos, Governadora Civil para o distrito de Évora.
Quais as medidas mais urgentes que devem ser tomadas em relação à sinistralidade rodoviária?
Em primeiro lugar precisamos de assumir a responsabilidade que todos nós temos na condução automóvel, sobretudo no cumprimento das regras de trânsito. Não podemos ter pé pesado, passo a expressão; não podemos ingerir bebidas alcoólicas em excesso e conduzir; não devemos circular sem o cinto de segurança, entre outras.
Este apelo faz parte da nossa obrigação. Queríamos também que cada cidadão fizesse este apelo a todos os que conhece. É importante que cada um de nós seja provedor destas condições, e incentivar ao cumprimento de regras. Se todos o fizermos, haverá uma maior sensibilização.
Razões desta operação?
Todos os anos e sempre que há uma festividade, há sempre uma maior afluência das forças de segurança. São situações que normalmente executamos, pontualmente, para garantir mais segurança. Procuramos “atingir” o maior número de pessoas, neste período festivo em que há mais pessoas nas estradas. Não fazemos só prevenção exclusivamente nas ruas, fazemos nas escolas, junto aos jovens, porque entendemos que as crianças podem ser muito importantes. Uma criança que chega junto do pai ou da mãe, pode causar efeito mais dissuasor do que o nosso.
Governadora Civil acompanhou todas as operações de perto...
Sim, nós queremos fundamentalmente cumprir o que é uma obrigação nossa e da sociedade, que é diminuir ainda mais os mortos na estrada. É um drama que todos temos obrigação de travar. É uma situação de proximidade em que todos devemos estar presentes (Governo Civil e autoridades).
Por vezes este tipo de operações pode parecer incómoda para quem é fiscalizado mas faz parte do plano de segurança. Não é uma caça à multa. As pessoas tendem a infringir as regras de segurança quando existe menos fiscalização.
Dados da operação em Vendas Novas