Em resposta à notícia publicada a 28 de Julho de 2010 pelo Diário de Noticias, com o título “Bombeiros exaustos ao fim de uma semana”, a Autoridade Nacional de Protecção Civil entendeu como necessário o esclarecimento da opinião pública relativamente a alguns aspectos inerentes à acção dos bombeiros no combate a incêndios florestais.
A especificidade da acção de combate a incêndios e as circunstâncias específicas de cada incêndio, prevê e permite o empenho de diferentes forças e diferentes meios em função da realidade imediata e/ou previsível do teatro de operações, possibilitando e, sobretudo, respeitando os períodos de descanso e rotação dos operacionais envolvidos.
Na necessidade de empenho operacional de Grupos de Reforço, as rendições são efectuadas no teatro de operações e a cada 24 horas, por operacionais provenientes do mesmo distrito.
Conforme previsto na Directiva Operacional Nacional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais o apoio logístico em alimentação é da responsabilidade primária do Corpo de Bombeiros local (posteriormente ressarcido pela ANPC), sendo reforçado pelos Serviços Municipais de Protecção Civil sob responsabilidade da respectiva autarquia.
O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) reconhece como factor determinante o ataque inicial ao incêndio florestal, prevendo por isso a activação imediata e sem necessidade de autorização hierárquica, dos meios melhor localizados para o combate ao incêndio. Nesta perspectiva foi desenvolvido ao longo dos últimos 5 anos um importante esforço quer da administração central, quer pelos Governos Civis, no sentido de se disponibilizarem verbas para a dotação dos corpos de bombeiros de todo o país com mais meios de combate a incêndios, nomeadamente, equipamentos de protecção individual.
O DECIF prevê a cooperação de diversas entidades e organizações nas componentes operacional, técnica e científica, numa lógica de complementaridade, no sentido de ampliar a capacidade do sistema de protecção civil e socorro, procurando rentabilizar ao máximo os recursos disponíveis e contando com pessoal disponível, empenhado, determinado e coeso.
Reitera-se, contudo, a necessidade de um esforço conjunto de responsabilidade e cidadania por parte de todos, empenhados na prevenção de comportamentos de risco.